Na educação alimentar também se brinca

Quando se fala em educação alimentar, muitas pessoas imaginam uma criança sentada à mesa a aprender o que é saudável e o que não é.
Mas, na realidade, as crianças não aprendem assim. As crianças aprendem a brincar.

Brincar é a forma natural de aprendizagem da criança.
É através da brincadeira que a criança aprende cores, números, letras, animais, regras, emoções e o mundo à sua volta.
Com a alimentação acontece exatamente o mesmo.

Antes de a criança comer um alimento, ela precisa de o conhecer.
E a melhor forma de o conhecer, em criança, é através do contacto e da brincadeira.

Brincar com alimentos não é falta de educação, é aprendizagem

Mexer, cheirar, tocar, esmagar, provar, fazer experiências, jogos, atividades, histórias, cozinhar e até plantar.
Perceber de onde vêm os alimentos. Tudo isto são formas de a criança aprender sobre alimentos.

Quando uma criança brinca e contacta com os alimentos, ela:

  • Perde o medo de alimentos novos

  • Fica mais curiosa

  • Aprende os nomes dos alimentos

  • Aprende de onde vêm os alimentos

  • Aprende para que servem os alimentos no corpo

  • Fica mais disponível para experimentar

  • Cria uma relação mais positiva com a comida

Isto é educação alimentar.

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Muitas dificuldades alimentares começam porque a criança não conhece os alimentos.

Há crianças que não comem legumes, mas nunca tocaram num legume cru.
Nunca viram como é por dentro.
Nunca ajudaram a lavar.
Nunca ajudaram a cozinhar.
Nunca plantaram.
Nunca brincaram com alimentos.

E depois queremos que comam uma coisa que, para elas, é completamente desconhecida.

Para uma criança, o desconhecido muitas vezes é assustador.
Por isso, primeiro a criança precisa de conhecer. Só depois vem o comer.

Aprender sobre alimentação de forma prática.

A educação alimentar passa por:

  • Jogos

  • Experiências

  • Provar alimentos

  • Cozinhar

  • Histórias

  • Desafios

  • Exploração de alimentos

  • Conversas simples sobre o corpo e os alimentos

Porque o objetivo não é que a criança decore que a cenoura faz bem aos olhos.
O objetivo é que a criança conheça os alimentos, não tenha medo de experimentar, ganhe curiosidade e construa uma boa relação com a comida.

Educar para comer não é dar ordens, é ensinar.

Educação alimentar não é dizer:
“Come a sopa porque faz bem.”
“Come os legumes.”
“Não comas isso.”

Educação alimentar é ensinar, mostrar, envolver e dar tempo para a criança aprender.

E as crianças aprendem melhor quando estão envolvidas, quando participam e quando se divertem.

Por isso, sim, na educação alimentar também se brinca.
Mas brinca-se com um objetivo: ensinar as crianças a conhecer, a experimentar e a não ter medo dos alimentos.

E isso é educar para comer.

Introdução alimentar: não é alimentar, é ensinar a comer

Quando se fala em introdução alimentar, a primeira preocupação dos pais costuma ser:


“O que é que o bebé deve comer?”
“Que quantidade deve comer?”
“E se ele não comer quase nada?”

Mas há uma coisa muito importante que muitas vezes não é explicada:
A introdução alimentar não serve apenas para alimentar o bebé. Serve para o ensinar a comer.

Durante o primeiro ano de vida, o principal alimento do bebé continua a ser o leite materno ou a fórmula infantil adequada. A comida não entra para substituir o leite de um dia para o outro. Entra para ensinar.

Ensinar a mastigar.
Ensinar a engolir.
Ensinar a pegar na comida.
Ensinar a conhecer sabores e texturas.
Ensinar a sentar-se à mesa.
Ensinar que existem horários para comer.
Ensinar que comer faz parte da rotina da família.

A introdução alimentar é uma fase de aprendizagem, não é uma fase de desempenho.

O bebé não tem de comer uma sopa inteira.
Não tem de comer uma peça de fruta inteira.
Não tem de comer “bem” como um adulto entende.

Tem de aprender.

Aprender a comer leva tempo.

Tal como aprender a andar ou a falar, aprender a comer também leva tempo.
Há bebés que comem tudo desde o início, outros bebés que demoram mais tempo. E isso é normal.

No início, é normal:

  • O bebé sujar-se todo

  • Deitar comida ao chão

  • Fazer caretas

  • Comer muito pouco

  • Num dia gostar e no outro não

  • Brincar com a comida

  • Demorar muito tempo a comer

Tudo isto faz parte da aprendizagem.

Se pensarmos bem, estamos a pedir a um bebé que faça uma coisa que ele nunca fez na vida:
Comer alimentos com diferentes sabores, cheiros e texturas, usando a boca de uma forma completamente nova.

É muita coisa nova ao mesmo tempo.

O papel dos pais na introdução alimentar.

Na introdução alimentar, os pais são responsáveis por:

  • O que oferecer

  • Quando oferecer

  • Onde o bebé come

O bebé é responsável por:

  • Se come

  • Quanto come

O mais importante na introdução alimentar.

Mais importante do que a quantidade que o bebé come é:

  • O contacto com os alimentos

  • A variedade de alimentos

  • A experiência à mesa

  • A autonomia do bebé

  • O ambiente durante a refeição

Porque a forma como o bebé aprende a comer nesta fase vai influenciar a relação que ele vai ter com a comida no futuro.

A introdução alimentar não é apenas sobre sopas, papas e horários.
É sobre aprendizagem, paciência, repetição e tempo.

É o início da relação da criança com a comida.

Panquecas de iogurte e aveia

Estas panquecas são simples, rápidas e ótimas para pequenos-almoços ou lanches. Também são uma boa opção para fazer com as crianças e para deixar já preparadas para a semana.

Ingredientes:

  • 3 ovos

  • 1 iogurte natural

  • 50 g de aveia em farinha (também pode ser aveia com sabor)

Preparação:

Misturar todos os ingredientes com um garfo até obter uma massa homogénea.
Colocar pequenas porções numa frigideira antiaderente e cozinhar dos dois lados até dourar.

Também podem ser feitas na máquina de waffles.

Conservação:

Podem ser guardadas no frigorífico ou congeladas.
Depois é só aquecer na torradeira, frigideira ou micro-ondas. É uma forma prática de ter pequenos-almoços ou lanches prontos.

Para fazer com as crianças.

As crianças podem ajudar a:

  • Colocar os ingredientes na taça

  • Mexer a massa

  • Escolher o que querem colocar por cima (fruta, iogurte, canela, etc.)

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